Quem conhece o território, muda a realidade.

O interior tem caminho.
E eu sei por onde começar.

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Manifesto de esperança: por uma pré-candidatura Feminista para o interior de SP

I. UM ESPECTRO RONDA O PALÁCIO DOS BANDEIRANTES

Um espectro ronda o Estado de São Paulo: o espectro do fantasma do feminismo popular, da ciência e do ecossocialismo. Contra este espectro, uniram-se em uma aliança todas as forças do velho conservadorismo, do neoliberalismo predatório e do facismo: o "Tarcisismo" sob a égide do bolsonarismo, os coronéis do agronegócio, os privatizadores da água, os militaristas de escolas e os gestores da patologia da indiferença frente à violência contra as mulheres e à destruição da natureza. É hora de o interior deixar de ser o "celeiro" silencioso para se tornar a voz da ruptura. É hora de se opor ao mito do desenvolvimento que nos exclui de um manifesto que nasce do chão da universidade, dos assentamentos, das salas de aula e das margens do mapa.

II. O OESTE PAULISTA E A GEOGRAFIA DO ABANDONO

A história de São Paulo tem sido, até hoje, a história da centralização do poder. Onde o sol nasce por último, os direitos quase não chegam. No interior profundo, a dignidade é tratada como mercadoria. Faltam médicas especialistas; falta o direito ao próprio corpo através de serviços de saúde reprodutiva seguros e humanizados. Enquanto a elite política celebra lucros com o desmonte dos serviços públicos, nós enfrentamos a violência política e o vácuo de representação.

Mas o território não é apenas lugar de dor; é o lugar onde a resistência se organiza para dizer: a nossa vida vale mais do que o lucro deles!

III. A EDUCAÇÃO E A CIÊNCIA COMO ARMAS DA CRÍTICA

A educação pública paulista está sob cerco. Nós, professoras e professores, somos as operárias do saber que o sistema tenta transformar em peças descartáveis. Mas a escola não é um negócio e as professoras e professores não são as pessoas inimigas. Defender a escola pública e a autonomia financeira das universidades UNESP, UNICAMP e USP é defender o futuro das filhas e filhos da classe trabalhadora. Como geógrafa, afirmo: a ciência que não serve ao povo não passa de adorno da elite. Queremos tecnologia e inovação aplicadas para salvar vidas no campo e na periferia, garantindo que mães pesquisadoras e a comunidade LGBTQIAPN+ produzam o conhecimento que transformará o nosso Estado e proporcionará a construção de políticas públicas acessíveis e representativas .

IV. FEMINISMO E DIGNIDADE

Nosso feminismo não busca o topo das hierarquias burguesas; ele busca a emancipação de todas as pessoas. Lutamos pelas mulheres que sustentam a economia do cuidado no anonimato e erguemos nossa voz por mulheres trans, mulheres negras e mulheres com deficiência. Não é o interior que as invisibiliza, são as ausências planejadas do Estado. É a ausência de uma saúde que compreenda a diversidade dos corpos; é a ausência de acessibilidade que nos encarcera em casa; é a ausência de uma educação que acolha e não expulse.

O nosso compromisso é inegociável: nenhuma pessoa ficará para trás no isolamento da distância, do racismo, do capacitismo ou do preconceito. Exigimos políticas de autonomia, acesso ao trabalho e o fim das barreiras físicas e atitudinais que impedem o pleno direito à cidade e à vida. A justiça de gênero para todas — sem exceção — é o alicerce de qualquer transformação real.

V. O HORIZONTE ECOSSOCIALISTA

Não há futuro nos marcos de um sistema que esgota a terra e o trabalho. Nossa luta é por um amanhã ecossocialista, onde a natureza não seja vista como recurso a ser pilhado, mas como o solo comum da nossa existência. Lutamos pela Reforma Agrária Popular e pela soberania alimentar, fortalecendo quem produz comida de verdade sem veneno. Defendemos a gestão pública e democrática da água e da energia, contra a sede do lucro das grandes corporações.

VI. INTERIORIZAR A LUTA, TERRITORIALIZAR A ESPERANÇA

A política paulista sempre olhou do centro para a borda. Nós viemos para "Sulear". Viemos para levar à Assembleia Legislativa o raciocínio geográfico que entende a dor do assentamento, das periferias propositalmente esquecidas e a luta da sala de aula. Não somos uma candidatura de marketing; somos uma Campanha-Escola em movimento.

As professoras, as cientistas, as mulheres trabalhadoras, a juventude e todas as pessoas nada têm a perder, a não ser as correntes da indiferença. Temos um Estado a transformar, uma natureza a defender e um futuro inteiro a conquistar.

MULHERES FEMINISTAS DE TODOS OS TERRITÓRIOS, UNI-VOS!

Que os homens e todas as pessoas que se recusam a aceitar a barbárie se somem a nós. Que a nossa esperança seja ocupação, ciência e luta. Pela vida, pela terra e pelo interior: a nossa hora é agora!

Dra. Carolina Simon

Professora, Geógrafa e Militante do Feminismo Popular

Interiorizar a Luta. Territorializar a Esperança.


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